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O estabelecimento da resistência em populações de patógenos
Quando um fungicida é aplicado, inicia-se um processo de seleção: os indivíduos sensíveis são eliminados, enquanto os mutantes resistentes têm maior chance de sobreviver e se multiplicar. Com aplicações repetidas, populações resistentes podem crescer até atingir níveis detectáveis, levando a falhas de controle. A resistência aos fungicidas é, por natureza, hereditária. Ela se estabelece a partir de alterações genéticas que já podem existir dentro da população do patógeno, mes
7 de abr.


Risco de patógenos
De forma geral, o risco de um patógeno desenvolver resistência tende a ser maior quando: • Apresenta múltiplos ciclos curtos de doença por safra; • Possui alta dispersão de esporos no tempo e no espaço; • Depende de recombinação sexual obrigatória em seu ciclo; • Mantém alta capacidade competitiva, mesmo na ausência da pressão de fungicidas; • Desenvolve resistência em poucos anos de uso do produto. É importante destacar que a simples detecção de isolados com sensibilidade re
31 de mar.


Manejo da resistência aos fungicidas: atenção à dose!
Manter a dosagem recomendada pelo fabricante é fundamental, pois: • Garante o desempenho esperado do fungicida em diferentes condições; • Preserva a margem de segurança da aplicação; • Reduz o risco de seleção de populações resistentes, especialmente aquelas com níveis iniciais de resistência que podem evoluir ao longo do tempo. Embora a relação entre dose e resistência possa variar conforme o fungicida e o patógeno, evidências teóricas e experimentais indicam que a redução d
24 de mar.


Baseline: um pilar para o manejo da resistência aos fungicidas
O baseline descreve a sensibilidade de um grupo de isolados a um determinado fungicida ao qual eles não haviam sido previamente expostos. É um passo essencial para entender como uma população patogênica responde a novos ingredientes ativos. Esse processo técnico permite estabelecer parâmetros confiáveis para avaliar mudanças de sensibilidade ao longo do tempo, apoiando decisões regulatórias, científicas e de manejo em campo. O baseline é construído a partir de métodos padroni
17 de mar.


Por que é preciso conhecer os modos de ação?
Uma das principais estratégias do manejo da resistência é a rotação de fungicidas. Para que essa prática seja eficaz, o conhecimento do modo de ação dos produtos é fundamental. Por esse motivo, os rótulos apresentam informações sobre os modos de ação, auxiliando na escolha adequada do fungicida e incentivando a adoção das boas práticas no campo. Conhecer os modos de ação permite evitar o uso simultâneo de defensivos com o mesmo modo de ação para a mesma praga-alvo, rotacionar
10 de mar.


Fungicidas Inibidores da Quinona externa (IQe, "estrobilurinas")
Os fungicidas do grupo IQe (Grupo 11) atuam inibindo a produção de energia dos fitopatógenos ao bloquear a transferência de elétrons no local de ligação da Quinona externa (Qe) do complexo bc1 do citocromo. Por compartilharem o mesmo sítio-alvo, apresentam alta eficácia, mas também maior risco de seleção de resistência cruzada quando utilizados sem manejo adequado e sem a devida rotação entre modos de ação. Com amplo espectro, os IQes controlam patógenos como ascomicetos, bas
3 de mar.


Recomendações gerais para uso de fenilamidas em Cereais e Milho
As recomendações gerais para uso de produtos base fenilamida permanecem inalteradas desde 1997. As orientações chave (“guarda-chuva”) para uso do produto são as seguintes (elas devem ser adaptadas aos requisitos locais e níveis de resistência). Para tratamento de sementes, recomenda-se: • A fenilamida usada como tratamento da semente é considerada, no geral, menor risco de desenvolvimento de resistência; • Aplicações foliares ou de sulco de fenilamida contendo produtos na cul
24 de fev.


Vazio sanitário e calendarização: aliados no controle da ferrugem
No combate à ferrugem-asiática da soja, o FRAC‑Brasil destaca duas ações fundamentais: Vazio sanitário: 60 dias sem soja para reduzir inóculo e populações resistentes. Calendarização de plantio: semeadura antecipada dentro do cronograma evita exposições repetidas a fungicidas, reduzindo pressão de seleção. Essas medidas são essenciais para manter a soja produtiva e sustentável no Brasil, prevenindo perdas e garantindo o desempenho dos fungicidas. Para mais informações, confir
17 de fev.


Aplicativo "Manejo de Resistência Brasil"
Desenvolvido para auxiliar na escolha de defensivos agrícolas em campo, o aplicativo oferece uma consulta completa sobre a classificação dos fungicidas (ingredientes ativos, grupos químicos e modos de ação). Além disso, ele traz informações essenciais para o manejo da resistência em fungicidas, herbicidas e inseticidas. Com o “Manejo de Resistência Brasil”, você tem acesso a: • Ferramentas para adotar Boas Práticas Agrícolas no controle de resistência; • Orientações para o us
10 de fev.
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