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Fungicidas biológicos
Os fungicidas biológicos são produtos de origem biológica, compostos por microrganismos, metabólitos ou extratos de plantas, classificados pelo FRAC no grupo BM. Esses produtos apresentam múltiplos modos de ação, contribuindo de forma importante para o manejo da resistência. Devem estar preferencialmente integrados aos programas de manejo de doenças, associados a fungicidas de sítio específico e multissítio. Essa integração amplia as estratégias de controle, reduz a pressão d
há 5 dias


Ciclo de vida do mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum)
O mofo-branco é uma doença causada pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum e pode afetar diversas culturas de importância agrícola no Brasil, como soja, feijão, algodão e girassol. Em condições favoráveis, pode provocar perdas significativas de produtividade. O patógeno se desenvolve principalmente em ambientes com alta umidade e temperaturas amenas, formando estruturas de sobrevivência chamadas escleródios, que podem permanecer viáveis no solo por vários anos. Essas estruturas p
9 de jun.


Pressão de seleção: um conceito chave
A pressão de seleção é um processo evolutivo que ocorre quando fatores ambientais favorecem indivíduos com determinadas características genéticas dentro de uma população. No caso dos fungos fitopatogênicos, o uso consecutivo de fungicidas com o mesmo modo de ação pode eliminar os indivíduos suscetíveis, permitindo que aqueles naturalmente resistentes sobrevivam e reproduzam. Com o tempo, esses indivíduos passam a representar uma parcela maior da população do patógeno, o que p
2 de jun.


Janela de aplicação
A janela de aplicação de fungicidas é uma estratégia fundamental no manejo da resistência, pois organiza o uso dos produtos ao longo do ciclo da cultura, reduzindo a pressão de seleção sobre os patógenos. O princípio da janela de aplicação consiste em limitar o número de aplicações consecutivas de fungicidas com o mesmo modo de ação, concentrando seu uso em períodos específicos da cultura. Essa prática auxilia na redução da exposição repetida do patógeno a um único grupo ou p
26 de mai.


Fatores relacionados à epidemiologia da doença
O risco de desenvolvimento de resistência a fungicidas resulta da combinação entre fatores epidemiológicos, práticas de manejo e características genéticas dos patógenos. Entre os principais fatores associados ao risco do patógeno, destacam-se: • Ciclo de vida do patógeno: quanto menor o tempo de geração, maior a frequência de exposição ao fungicida e mais rápido o desenvolvimento de resistência. • Abundância de esporulação: quanto maior produção de esporos, maior a probabil
20 de mai.


Ferrugem-asiática da soja
A ferrugem-asiática da soja é causada por Phakopsora pachyrhizi, fungo biotrófico que depende de células vivas do hospedeiro para se multiplicar. No Brasil, a doença foi detectada em 2001 e rapidamente se disseminou pelas regiões produtoras, favorecida pela dispersão de esporos pelo vento e pela presença contínua de plantas hospedeiras. O vazio sanitário da soja é uma medida fundamental para redução do patógeno na entressafra diminuir a fonte de inóculo para a safra seguinte.
12 de mai.


O que é resistência cruzada?
A resistência cruzada ocorre quando uma população de patógenos resistente a um fungicida também passa a apresentar resistência a outros fungicidas que possuem o mesmo modo de ação ou que são afetados pela mesma mutação gênica. Em geral, esse fenômeno ocorre porque esses fungicidas compartilham o mesmo sítio-alvo bioquímico ou atuam sobre o mesmo processo metabólico do patógeno. Assim, mesmo sendo moléculas diferentes, o mecanismo de ação é semelhante. Fungicidas de sítio espe
5 de mai.


A classificação dos fungicidas
Você sabia que fungicidas diferentes agem de formas distintas no fungo? Esses modos de ação são essenciais para planejar estratégias de manejo de resistência. Alguns pontos importantes: • Dentro de cada modo de ação existem sítios-alvo específicos, como enzimas nas vias metabólicas fúngicas. • Já fungicidas com diferentes modos de ação podem ser usados em rotação ou mistura estratégica, o que ajuda a reduzir a pressão de seleção sobre uma única classe química. O FRAC-BR dispo
21 de abr.


Diversidade química
A disponibilidade de diferentes grupos químicos e mecanismos de ação para o controle de doenças em culturas é essencial para uma agricultura mais sustentável e eficiente, pois reduz a pressão de seleção exercida sobre o patógeno, diminuindo o risco de evolução da resistência. Por isso, a diversidade química é um dos pilares do manejo da resistência. A adoção de diferentes modos de ação, múltiplos sítios de atuação e a manutenção de variadas classes químicas ampliam as estraté
14 de abr.
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