Grupos de Trabalho
Fungicidas Qol
INTRODUÇÃO E INFORMAÇÕES GERAIS
O grupo de trabalho é responsável pelas estratégias globais de resistência a fungicidas em fungicidas inibidores de Qo (QoI). Todos os fungicidas inibidores de Qo agem no local de ligação da Quinona externa (Qo) do complexo bc1 do citocromo.
Vá diretamente às FRAC-Recomendações para Manejo de Resistência para Fungicidas QoI.
Eles estão todos no mesmo grupo de resistência cruzada e devem ser manejados de acordo.

Modo de Ação
Fungicidas Qo inibem fitopatógenos bloqueando a habilidade dos patógenos de produzir energia. Eles fazem isso bloqueando a transferência de elétrons no local “externo” da Quinona do complexo bc1 (complexo III na cadeia de transporte do elétron). Existem dois outros locais fúngicos alvo no complexo III, local “interno” da Quinona (FRAC grupo 21) e a Estigmatelina “externa” da Quinona (QoS) subsítio (FRAC grupo 45). Os membros do grupo Qo (FRAC grupo 11) apresentam resistência cruzada entre eles, porém não apresentam resistência cruzada com membros de Qil (FRAC grupo 21) ou QoSI (FRAC grupo 45).
Os QoIs são ativos contra uma ampla gama de fitopatógenos, incluindo representantes de todos os três gêneros importantes de fitopatógenos, os ascomicetos, os basidiomicetos e os oomicetos. A maioria dos membros da classe são registrados amplamente em uma série de culturas embora poucos membros sejam registrados para uso em um menor espectro de culturas e doenças. Como cada membro do grupo possui fortalezas particulares, recomendações de rótulo para produtos específicos devem sempre ser seguidas.
Os primeiros membros dos QoIs f o r a m lançados em 1996. Isolados de Blumeria graminis f sp. tritici (Sierotzki et al. 2000) e Plasmopara viticola (Heaney et al. 2000) resistentes a QoIs foram encontrados pouco tempo depois. Observou-se que eles tinham uma mutação no gene do citocromo b que fez com que a proteína mudasse de Gly para Ala na posição 143 (G143A). Para obter a relação de fitopatógenos onde resistentes isolados a QoIs foram encontrados, consulte Species with QoI Resistance (Status Dec. 2012).
Mutações associadas à resistência a QoI
As três substituições de aminoácidos detectadas no gene do citocromo b que regem a resistência a inibidores de Qo em fitopatógenos são:
• Alteração de glicina para alanina na posição 143 (G143A)
• Alteração de fenilalanina para leucina na posição 129 (F129L)
• Alteração de glicina para arginina na posição 137 (G137R)
Todos G143A, G137R e F129L são baseados em um polimorfismo de nucleotídeo único no gene do citocromo b; o processo de seleção é qualitativo (fase única).
Com base em conhecimento atual, fatores de resistência (RF= ED50 [cepa resistente] / ED50 [cepa sensível ou tipo silvestre]) associados a G143A, G137R e F129L são diferentes. RFs atribuídos a G143A são na maioria dos casos maiores que 100 e usualmente maiores que várias centenas. Isolados carregando G143A expressam alta resistência (completa). Isolados com F129L ou G137R expressam resistência moderada (parcial). QoIs aplicados nas taxas recomendadas pelos fabricantes demonstram oferecer controle efetivo de doenças com mutação F129L ou G137R. Em contraste, uma perda grande do controle de doença é sempre vista em populações onde G143A predomina e QoIs são usados sozinhos.
Para outras informações e uma relação de referências, por favor, consulte Mutations Associated with QoI Resistance.
Efeito do Íntron n o G143A no Desenvolvimento da Resistência
Em algumas espécies, a substituição do aminoácido da alanina para a glicina na posição 143 não foi observada, apesar do uso significante de QoIs contra estas espécies no campo. Em espécies diferentes de Puccinia, assim como de Alternaria solani e Pyrenophora teres, um íntron (região não codificante do DNA) foi observado diretamente depois do triplete GGT que codifica para glicina (Grasso et al. 2006). É previsto que a substituição do nucleotídeo resultante na alanina na posição 143 seja letal, uma vez que esta substituição fortemente afetará o processo de splicing, levando a um citocromo b deficiente (Grasso et al. 2006). Como consequência, fungicidas resistentes a QoI baseados na mutação G143A não têm probabilidade de evoluir em espécies como ferrugem (Puccinia spp., Uromyces appendiculatus, Phakopsora pachyrhizi, Hemileia vastatrix), P. teres e A. solani. A presença de tal íntron também foi relatada em Monilinia laxa, Monilinia fructicola (Miessner e Stammler 2010, Luo et al. 2010) e Guignardia bidwellii (Miessner et al. 2011). No entanto, não se pode esquecer que mutações além de G143A, conferindo sensibilidade reduzida, podem resultar em populações iminentes selecionadas pelo uso de fungicidas QoI. Para A. solani e P. teres, mutações F129L e / o u G137R foram relatadas (Sierotzki et al. 2007) como mecanismo para tolerância a QoI. No entanto, ambas mutações têm menor importância, porque elas geralmente levam a fatores menores de resistência do que a mutação G143A e foi observado que estas duas mutações não têm qualquer impacto, ou impacto limitado sobre a eficácia em condição de campo dos QoIs (Semar et al. 2007).
Referências
Grasso V, Palermo S, Sierotzki H, Garibalid A, Gisi U. Cytochrome b gene structure and consequences for resistance to Qo inhibitor fungicides in plant pathogens. Pest Management Science 2006; 62(6): 465-472.
Heaney SP, Hall AA, Davis SA, Olaya G. Resistance to fungicides in the QoI-STAR cross resistance group: current perspectives. In The BCPC Conference: Pests and disease, Volume 2. Proceedings of an international conference held at the Brighton Hilton Metropole Hotel, Brighton, UK, 13-16 November 2000. Brighton, UK: Brighton Crop Protection Council; 2000. pp. 755-762.
Luo CX, Hu M, Luo CX, Hu MJ, Jin X, Bryson PK, Schnabel G. Evidence for the unlikely development of the QoI fungicide resistance-related G143A mutation in the Cyt b gene of Monilinia fructicola. Pest Management Science 2010; 66: 1308–1315.
Miessner S, Mann W, Stammler G. Guignardia bidwellii, the causal agent of black rot on grapevine has a low risk for QoI resistance. Journal of Plant Diseases and Protection 2011; 118(2): 51-53.
Miessner S, Stammler G. Monilinia laxa, M. fructigena and M. fructicola: Risk estimation of resistance to QoI fungicides and identification of species with cytochrome b gene sequences. J. Plant Dis. Prot. 2010; 117: 162-167.
Semar M, Strobel D, Koch A, Klappach K, Stammler G. Field efficacy of pyraclostrobin against populations of Pyrenophora teres containing the F129L mutation in the cytochrome b gene. J. Plant Dis. Prot. 2007; 114: 117-119.
Sierotzki H, Wullschleger J, Gisi U. Point-mutation in cytochrome b gene conferring resistance to strobilurin fungicides in Erysiphe graminis f. sp. triticifield isolates. Pesticide Biochemistry and Physiology 2000; 68: 107-112.
Sierotzki H, Frey R. Cytochrome b gene sequence and structure of Pyrenophora teres and P.tritici-repentis and implications for QoI resistance. Pest Manag. Sci. 2007; 63: 225-233.
RECOMENDAÇÕES DO FRAC PARA FUNGICIDAS QoI
(Atualizado em abril de 2022; Inclui Grupo do Código 11A do FRAC)
Recomendações Gerais de Uso (todas as culturas)
(Atualizado em abril de 2022)
As estratégias para o manejo da resistência a fungicidas QoI, em todas as culturas, são baseadas nas afirmações listadas abaixo. Essas afirmações servem como guia fundamental para o desenvolvimento dos programas de manejo de resistência locais.
As estratégias de manejo de resistência foram aprimoradas para serem proativas, e prevenir a ocorrência do desenvolvimento de resistência a fungicidas QoI em outras áreas e patógenos. As diretrizes específicas por safra estão dispostas após as diretrizes gerais aqui estabelecidas.
O princípio fundamental que deve ser respeitado ao aplicar estratégias de manejo de resistência para fungicidas QoI é que:
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Os fungicidas QoI estão no mesmo grupo de resistência cruzada; código 11 FRAC (azoxistrobina, coumoxistrobina, dimoxistrobina, enoxastrobina, famoxadona, fenamidona, fenaminostrobina, fluoxastrobina, flufenoxistrobina, cresoxim-metil, mandestrobina, metominostrobina, orisastrobina, piraoxistrobina, picoxistrobina, piraclostrobina, pirametostrobina, piribencarbe, triclopiricarbe, trifloxistrobina).
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O fungicida QoI do subgrupo A (metiltetraprole), fungicida Código 11A, não apresenta resistência cruzada com fungicidas Código 11 em patógenos com mutação G143A.
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Os programas de fungicidas devem oferecer um manejo eficaz de doenças. Aplicar produtos à base de fungicidas QoI em taxas e intervalos eficazes, de acordo com as recomendações dos fabricantes. O manejo eficaz da doença é um componente crítico para retardar o acúmulo de populações de patógenos resistentes.
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O número de aplicações de produtos à base de fungicidas QoI dentro de um programa total de manejo de doenças deve ser limitado, seja aplicado sozinho ou em mistura com outros fungicidas. Essa limitação inclui todos os fungicidas QoI. A limitação de fungicidas QoI dentro de um programa de pulverização concede tempo e espaço em que a população de patógenos não é influenciada pela pressão de seleção do fungicida QoI.
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A limitação do número total de aplicações de QoI é detalhada nas recomendações específicas da cultura. Considerando o perfil de resistência cruzada dos subgrupos 11 e 11A, o número máximo permitido de pulverizações contendo QoI é aumentado em um, em que ambos os fungicidas QoI (código 11) e fungicidas QoI no subgrupo A (código 11A) estão incluídos em um programa de pulverização em uma determinada época de cultivo. Todas as recomendações específicas da cultura serão revisadas regularmente com base no monitoramento de sensibilidade.
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Uma consequência da limitação dos produtos à base de fungicidas de QoI é a necessidade de usá-los em um programa de pulverização com fungicidas eficazes de diferentes grupos de resistência cruzada (consulte as recomendações específicas para cada cultura).
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Os produtos QoI, contendo apenas o fungicida QoI sozinho, devem ser usados em aplicações únicas ou em bloco, em alternância com fungicidas de diferentes grupos de resistência cruzada. São fornecidas recomendações específicas sobre o número de tratamentos consecutivos (tamanho dos blocos) para culturas específicas.
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Parceiros de mistura para fungicidas QoI devem ser escolhidos cuidadosamente para contribuir para o controle efetivo do(s) patógeno(s) alvo. O parceiro de mistura deve ter um modo de ação diferente e, além disso, pode aumentar o espectro de atividade ou fornecer a atividade curativa necessária. O uso de misturas contendo apenas fungicidas QoI
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(incluindo misturas bidirecionais do fungicida código 11 e do fungicida código 11A) não deve ser considerado como uma medida antirresistência.
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Um parceiro eficaz para um fungicida QoI é aquele que fornece controle satisfatório da doença quando usado sozinho na doença alvo.
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Os fungicidas QoI são muito eficazes na prevenção da germinação de esporos e, portanto, devem ser usados nos estágios iniciais do desenvolvimento da doença (tratamento preventivo).
Para obter uma versão para impressão das Recomendações Gerais de Uso, consulte a seção 2.2.1 da última "Ata de Reunião do Grupo de Trabalho de QoI" abaixo.
Recomendações Específicas por Culturas
As recomendações de culturas específicas para o grupo de código 11 A do FRAC serão preparadas no grupo de trabalho QoI do FRAC antes que o produto esteja disponível para uso.
Diretrizes de QoI: Cereais
(Revisado em 2022; atualizado em 2021 para incluir o código 11A (negrito) do FRAC)
Onde as diretrizes foram seguidas, o desempenho de campo dos programas de pulverização contendo QoI foi bom. Continua a ser essencial usar parceiros de mistura que não tenham resistência cruzadas (por exemplo, SBIs, multilocais) para garantir um manejo robusto da doença. Isso também ajudará a retardar a evolução da resistência, especialmente em regiões sem resistência ou onde a resistência está em níveis baixos.
Portanto, as recomendações permanecem inalteradas; atualizado em 2021 para incluir o código 11A do FRAC.
Diretrizes para o uso de fungicidas QoI em culturas de cereais
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Aplicar fungicidas QoI sempre em misturas com fungicidas sem resistência cruzada para controlar os patógenos de cereais. Na taxa escolhida, o(s) respectivo(s) parceiro(s), sozinho(s), deve/devem fornecer controle eficaz da doença. Consulte as recomendações dos fabricantes para verificar as taxas.
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O número máximo de pulverizações contendo QoI é 3, mas apenas quando fungicidas QoI pertencentes a ambos os Grupos QoI (código 11 e 11A) estão incluídos no programa de pulverização. Os fungicidas QoI pertencentes aos códigos individuais (11 ou 11A) não devem ser aplicados mais de 2 vezes, nem individualmente nem quando misturados.
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Aplicar fungicidas QoI de acordo com as recomendações do fabricante para a doença-alvo (ou complexo) no estágio específico de crescimento da cultura indicado.
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Aplicar o fungicida QoI preventivamente ou o mais cedo possível no ciclo da doença. Não confie apenas no potencial curativo dos fungicidas QoIs.
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Programas de taxa dividida/reduzida, usando aplicações repetidas, que fornecem pressão de seleção contínua, aceleram o desenvolvimento de populações resistentes e, portanto, não devem ser usados.
Para obter uma versão para impressão dessas recomendações de uso, consulte a seção 2.2.2.1 da última "Ata de Reunião do Grupo de Trabalho de QoI” abaixo.
Diretrizes de QoI: Videiras
(Revisado em 2022; sem alterações nas recomendações anteriores)
Aplicar no máximo 4 pulverizações contendo fungicida QoI contra qualquer doença por cultura de videira, e um máximo de 33% do número total de aplicações.
Oídio (Uncinula necator / Erysiphe necator)
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Aplicar os fungicidas QoI de acordo com as recomendações do fabricante para a doença alvo no estágio específico de crescimento da cultura indicado. O manejo eficaz da doença é um parâmetro crítico para retardar o acúmulo de populações de patógenos resistentes.
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Aplicar no máximo 2 pulverizações contendo fungicida QoI direcionados contra o oídio por cultura de videira, de preferência em mistura (co-formulações ou misturas em tanque) com parceiros de mistura eficazes de diferentes grupos de resistência cruzada.
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Aplicar fungicidas QoI preventivamente.
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Fungicidas QoI usados sozinhos devem ser usados em estrita alternância com fungicidas de um grupo diferente de resistência cruzada.
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Aplicar fungicidas QoI usados em mistura em no máximo duas aplicações consecutivas, em alternância com fungicidas de grupo diferente de resistência cruzada. Em áreas onde a resistência foi confirmada, aplicar fungicidas QoI em estrita alternância.
Míldio (Plasmopara vitícola)
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Aplicar os fungicidas QoI de acordo com as recomendações do fabricante para a doença alvo no estágio específico de crescimento da cultura indicado. O manejo eficaz da doença é um parâmetro crítico para retardar o acúmulo de populações de patógenos resistentes.
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Aplicar fungicidas QoI preventivamente.
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Aplicar no máximo 3 pulverizações contendo fungicida QoI direcionados contra o míldio por cultura de videira, somente em mistura com parceiros eficazes de diferentes grupos de resistência cruzada.
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Aplicar fungicidas QoI em aplicação solo ou em bloco, em alternância com fungicidas de grupo diferente de resistência cruzada.
Diretrizes de QoI: Pomáceas
(Revisado em 2022; sem alterações nas recomendações anteriores)
Sarna (Venturia inaequalis, Venturia pirina)
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Aplicar fungicidas QoI de acordo com as recomendações do fabricante para a doença alvo (ou complexo), no estágio de crescimento específico da cultura indicado e adaptado ao tamanho das árvores. O manejo eficaz da doença é um parâmetro crítico para retardar o acúmulo de populações de patógenos resistentes.
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Os fungicidas QoI devem ser aplicados apenas em mistura com parceiros que contribuam para o controle efetivo dos patógenos alvo.
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Aplicar fungicidas QoI preventivamente. Sob alta pressão da doença, o intervalo de pulverização não deve exceder 7 a 10 dias.
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Aplicar no máximo 3 pulverizações contendo QoI por cultura. Onde 12 ou mais aplicações de fungicida são feitas por cultura, poderá ser usado um máximo de 4 aplicações de fungicida QoI.
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É preferível um máximo de 2 pulverizações consecutivas de fungicida QoI. Onde o desempenho de campo foi afetado adversamente, aplicar os fungicidas contendo QoI em misturas, com rigorosa alternância com fungicidas de um grupo de resistência cruzada diferente.
Para obter uma versão para impressão dessas recomendações de uso, consulte a seção 2.2.2.2 e 2.2.2.3 da última "Ata de Reunião do Grupo de Trabalho de QoI" abaixo.
Diretrizes de QoI: Batata e Tomate
(Revisado em 2022; sem alterações nas recomendações anteriores)
Requeima (Phytophthora infestans)
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Aplicar os fungicidas QoI de acordo com as recomendações do fabricante para a doença alvo (ou complexo) no estágio específico de crescimento da cultura indicado. O manejo eficaz da doença é um parâmetro crítico para retardar o acúmulo de populações de patógenos resistentes.
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Quando os produtos fungicidas QoI forem aplicados sozinhos, não exceda 1 pulverização em cada 3, com no máximo 3 pulverizações por cultura. Não use mais de 2 aplicações consecutivas.
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Quando os produtos com fungicidas QoI forem aplicados em misturas (co-formulações ou misturas em tanques), não exceder 50% do número total de pulverizações, ou um o máximo de 6 aplicações de fungicida QoI, o que for menor. Não use mais de 3 aplicações consecutivas de pulverizações contendo o fungicida QoI.
Requeima (Alternaria solani, Alternaria alternata)
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Quando os produtos com fungicidas QoI forem aplicados sozinhos, não exceder 33% do número total de pulverizações, ou um o máximo de 4.
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Quando forem aplicados em misturas (co-formulações ou misturas em tanques), não exceder 50% do número total de pulverizações, ou um o máximo de 6 aplicações de fungicida QoI, o que for menor.
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Quando for confirmada a resistência, os fungicidas QoI devem ser aplicados apenas em mistura com parceiros que contribuam para o controle efetivo dos patógenos alvo.
Diretrizes de QoI: Soja
(Revisado em 2022; sem alterações nas recomendações anteriores)
Os fungicidas QoI controlam as doenças da soja, incluindo a ferrugem, que é a principal doença na América Latina, tendo sido detectada recentemente nos EUA.
A fim de garantir o uso sustentável de QoIs, o Grupo de Trabalho recomenda:
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Aplicar os fungicidas QoI de acordo com as recomendações do fabricante para a doença alvo (ou complexo) no estágio específico de crescimento da cultura indicado. O manejo eficaz da doença é um parâmetro crítico para retardar o acúmulo de populações de patógenos resistentes.
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Usar o QoI preventivamente, ou o mais cedo possível no ciclo da doença.
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Usar o QoI preferencialmente em misturas (co-formulações ou, quando permitido, misturas em tanque) com fungicidas de um grupo diferente de resistência cruzada. Na taxa escolhida, cada parceiro, sozinho, deve fornecer controle eficaz da doença. Consulte as recomendações dos fabricantes para verificar as taxas. Em regiões onde estão presentes mutações no local-alvo nos principais patógenos-alvo da soja, as misturas são obrigatórias.
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Limitar o número de pulverizações contendo os fungicidas QoI é um fator importante para retardar o acúmulo de populações de patógenos resistentes.
Devem ser consideradas as boas práticas agrícolas para reduzir a fonte de inóculo, a pressão de doenças e o risco de resistência, por exemplo, nenhum policultivo, implementar e respeitar os períodos sem soja, considerar a tolerância varietal, reduzir a janela de plantio, dar preferência a variedades de ciclo precoce ou avalizar a destruição de voluntárias.
Diretrizes de QoI: Beterrabas
(Revisado em 2022; sem alterações nas recomendações anteriores)
Cercospora beticola
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Aplicar os fungicidas QoI de acordo com as recomendações do fabricante para a doença alvo (ou complexo) no estágio específico de crescimento da cultura indicado. O manejo eficaz da doença é um parâmetro crítico para retardar o acúmulo de populações de patógenos resistentes.
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Os fungicidas QoI devem ser aplicados apenas em mistura com parceiros de diferente grupo de resistência cruzada que contribuam para o controle efetivo dos patógenos alvo.
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Aplicar fungicidas QoI preventivamente. Sob alta pressão da doença, o intervalo de pulverização não deve ser prorrogado.
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Não exceder 50% do número total de pulverizações com produtos contendo QoI. Em situações de baixa pressão da doença, onde apenas 1 aplicação de fungicida é necessária para o controle da doença, poderá ser usada uma mistura contendo QoI (conforme definido acima).
Quando os fungicidas QoI forem usados visando outras doenças da beterraba (por exemplo, ferrugem, oídio, Rhizoctonia, Ramularia e Stemphylium), o impacto potencial de aplicações no manejo da resistência do Cercospora beticola deve ser considerado. Quando o Cercospora beticola não for uma doença de importância (por exemplo, em uma determinada geografia), aplicar-se-ão as diretrizes gerais para os fungicidas Qol.
Diretrizes de QoI: Cucurbitas
(Revisado em 2022; sem alterações nas recomendações anteriores)
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Aplicar os fungicidas QoI de acordo com as recomendações do fabricante para a doença alvo (ou complexo) no estágio específico de crescimento da cultura indicado. O manejo eficaz da doença é um parâmetro crítico para retardar o acúmulo de populações de patógenos resistentes.
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Aplicar no máximo 3 pulverizações contendo o fungicida QoI por cultura.
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Use no máximo 1 pulverização de fungicida QoI a cada 3 aplicações de fungicida.
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Não use aplicações consecutivas de fungicidas QoI.
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Aplique fungicidas QoI em alternância com fungicidas de um grupo diferente de resistência cruzada com eficácia satisfatória contra o(s) patógeno(s) alvo.
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Continuar a alternância de fungicida QoI entre culturas sucessivas.
Diretrizes de QoI: Hortaliças não cucurbitáceas cultivadas em estufa
(Revisado em 2022; sem alterações nas recomendações anteriores)
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Aplicar os fungicidas QoI de acordo com as recomendações do fabricante para a doença alvo (ou complexo) no estágio específico de crescimento da cultura indicado. O manejo eficaz da doença é um parâmetro crítico para retardar o acúmulo de populações de patógenos resistentes.
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Use no máximo 1 pulverização de fungicida QoI a cada 3 aplicações de fungicida.
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Não use aplicações consecutivas de fungicidas QoI.
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Aplique fungicidas QoI em alternância com fungicidas de um grupo diferente de resistência cruzada com eficácia satisfatória contra o(s) patógeno(s) alvo.
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Continuar a alternância de fungicida QoI entre culturas sucessivas.
Diretrizes de QoI: Culturas de pulverização múltipla (hortaliças e plantas ornamentais não cucurbitáceas)
(Revisado em 2022; sem alterações nas recomendações anteriores)
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Aplique os fungicidas QoI de acordo com as recomendações dos fabricantes para a doença alvo (ou complexo) no estágio específico de crescimento da cultura indicado. O manejo eficaz da doença é um parâmetro crítico para retardar o acúmulo de populações de patógenos resistentes.
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Observe as limitações de pulverização na tabela de diretrizes de pulverização abaixo, para programas que utilizam 12 ou menos pulverizações de fungicida por cultura.
Tabela de diretrizes de pulverização:

Notas da tabela:
* Quando forem feitas mais de 12 aplicações de fungicidas, observe as seguintes orientações:
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Ao usar um fungicida QoI como produto individual, o número de aplicações não deve ser superior a 1/3 (33%) do número total de aplicações de fungicida por safra.
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Para misturas de Qol em programas em que são utilizadas misturas de tanque ou pré-misturas de Qol, com parceiros de mistura de modo de ação diferente, o número de aplicações contendo Qol não deve ser superior a 1/2 (50%) do número total de aplicações de fungicida por estação.
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Nos programas em que as aplicações de QoI são feitas tanto com produtos individuais quanto com misturas, o número de aplicações contendo QoI não deve ser superior a ½ (50%) do número total de fungicida aplicado por safra.
** Dê preferência às misturas
Para obter uma versão para impressão dessas recomendações de uso, consulte as seções 2.2.2.7, 2.2.2.8 e 2.2.2.9 da última "Ata da Reunião do Grupo de Trabalho de QoI" abaixo.
Diretrizes de QoI: Arroz
(Revisado em 2022; sem alterações nas recomendações anteriores)
Brusone do arroz (Pyricularia oryzae, Magnaporthe oryzae)
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Aplicar no máximo 2 tratamentos foliares por safra.
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Em situações onde a resistência foi detectada, ou o risco for considerado alto, sempre aplicar fungicidas QoI em misturas (quando permitido) com fungicidas sem resistência cruzada. Na taxa escolhida, o(s) respectivo(s) parceiro(s), sozinho(s), deve/devem fornecer controle eficaz da doença. Consulte as recomendações dos fabricantes para verificar as taxas.
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Aplicar os fungicidas QoI em programas com fungicidas de diferentes modos de ação.
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Não aplicar fungicidas QoI para produção de sementes.
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Aplique produtos à base de fungicidas QoI em taxas e intervalos eficazes, de acordo com as recomendações dos fabricantes.
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Para manter um bom saneamento do campo, evite o transplante de mudas doentes, remova ou destrua a fonte primária de infecção, por exemplo, sobras de mudas, palha e cascas infestadas.
Aplicações de tratamento de sementes
Os QoIs são e serão usados como produtos de tratamento de sementes. É objetivo do FRAC proteger este grupo de fungicidas e integrar todos os usos nas recomendações técnicas. Esta ata contém uma recomendação sobre tratamentos de sementes, incluindo aqueles que têm eficácia em patógenos foliares. Essas recomendações serão revisadas regularmente, e embasadas pelo monitoramento.
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Quando um fungicida QoI for usado como tratamento de sementes em arroz, não deve haver implicações em relação às diretrizes QoI do FRAC sobre o uso de fungicidas QoI foliares na mesma cultura, desde que o tratamento QoI em sementes seja direcionado por taxa e eficácia contra doenças da semente ou transmitidas pelo solo ou patógenos foliares de “baixo risco” (Link para FRAC pathogen risk classes).
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Os QoIs usados como tratamento de sementes em arroz, proporcionando eficácia foliar contra patógenos com risco de resistência moderado/alto, contam em relação ao número total de aplicações de QoIs.
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Se for usado o tratamento de sementes com QoI, a primeira aplicação foliar deve ser feita com um modo de ação diferente na fase vegetativa, antes das pulverizações foliares com base em QoI subsequentes na fase reprodutiva.
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Consulte recommendations of Japan-FRAC.
Para obter uma versão para impressão dessas recomendações de uso, consulte a seção2.2.2.4, 2.2.2.5, e 2.2.2.6 da última "Ata de Reunião do Grupo de Trabalho de QoI” abaixo.
Tradução do material “Qol Fungicides > Information” (link). Fonte: FRAC, website www.frac.info.




