Esta publicação apresenta uma ampla revisão dos esforços realizados no mundo todo para combater os problemas de proteção às plantas cultivadas causados pelo desenvolvimento de resistências a fungicidas. Destacam-se os pontos principais listados a seguir:

 

  • Os tratamentos com fungicidas são, e permanecerão, essenciais para a manutenção de culturas saudáveis e produção confiável e de alta qualidade. Os fungicidas são componentes-chaves para o manejo integrado de culturas e sua efetividade deve ser mantida tanto quanto possível.

  • A resistência de patógenos a fungicidas apresenta distribuição extensa. A performance da maioria dos fungicidas sistêmicos modernos tem apresentado um certo grau de alterações. 

  • Os problemas com resistência poderiam ser muito piores. Todos os tipos de fungicida ainda são efetivos em muitas situações. As medidas atuais de combate à resistência não são, de modo algum, perfeitas, no entanto, provou-se sua necessidade e benefícios.

  • A resistência aumenta através da sobrevivência e dispersão de mutantes, que são inicialmente raros, durante a exposição de fungos ao tratamento com fungicida. O desenvolvimento da resistência pode ser discreto (resultante da mutação em um único gene) ou gradual (que é considerada poligênica). Os mecanismos de resistência variam, mas envolvem principalmente, modifi cações no sítio primário de ação do fungicida sobre patógeno fúngico.

  • O risco de resistência a um novo fungicida pode ser avaliado até certo ponto. Indicadores de alto risco incluem: resistência cruzada com os fungicidas existentes; geração que se adapta facilmente; mutantes de laboratório resistentes; uso na prática de tratamentos repetitivos ou contínuos; utilização em áreas extensivas; grandes populações e multiplicação rápida dos patógenos-alvo.

  • O monitoramento é vital para determinar se a resistência é a causa da ausência de controle da doença,e para verifi car se as estratégias de manejo da resistência apresentam resultados positivos. O monitoramento deve ser iniciado precocemente, de modo que dados basais valiosos sejam obtidos antes do início da comercialização do produto. Os resultados devem ser interpretados cuidadosamente para evitar conclusões equivocadas.

  • As principais estratégias recomendadas atualmente são: evitar uso repetitivo e uso isolado; misturar ou alternar com fungicida parceiro apropriado; limitar o número e periodicidade dos tratamentos; evitar erradicação; manter a taxa da dose recomendada; integrar com métodos que não empreguem produtos químicos. Se factível, várias estratégias devem ser utilizadas em conjunto. Algumas destas estratégias ainda são, na sua maioria, baseadas na teoria, de forma que dados experimentais adicionais sobre os fundamentos do comportamento genético e epidemiológico das formas resistentes e dos efeitos das diferentes estratégias são necessários. Reduzir a dose pode não ser adverso em todas as circunstâncias.

  • O grupo industrial FRAC tem sido notavelmente efetivo em seu papel essencial e difícil de coordenar um plano estratégico e sua implementação entre empresas diferentes. Educação e divulgação da informação sobre resistência também têm sido atividades valiosas. Novos tipos de fungicida estão surgindo e isto exigirá esforços dedicados do FRAC.

  • Várias pesquisas e recomendações sobre a resistência a fungicidas foram realizadas por empresas agroquímicas. Os cientistas do setor público e consultores também contribuíram muito para o manejo da resistência, tanto com pesquisas como na prática. Os contatos com a indústria têm sido bons, no entanto, em geral, existem oportunidades para uma maior interação, que deve ser encorajada.

  • O suprimento contínuo de novos e diferentes tipos de agentes químicos e biológicos para o controle de doenças e sua introdução cuidadosa são considerados os pontoschave para as estratégias anti-resistência. Felizmente, este aspecto do desenvolvimento de produtos tem sido reconhecido cada vez mais pelas autoridades responsáveis pelos registros de produtos químicos.


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Artigos

Resistência a fungicidas em patógenos de plantas cultivadas: como manejá-la?

FRAC - Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas

A sua origem foi resultado de um curso de resistência a fungicidas em 1980 e um seminário da indústria em 1981 em Bruxelas. Hoje em dia é formado por um comitê central e 6 grupos de trabalho, cada um dedicado a um determinado grupo de fungicidas que têm modo de ação semelhante.

 

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