Estrobilurinas - inibidores de respiração no complexo 3, citocromo bc1 (fungicidas QoI, código FRAC 11) azoxistrobina, cresoxim-metílico, picoxistrobina, piraclostrobina, trifloxistrobina


Triazóis e Triazolintione - inibidores da síntese de ergosterol (fungicidas DMI, código FRAC 03) ciproconazol, difenoconazol, epoxiconazol, flutriafol, metconazol, propiconazol, protioconazol, tebuconazol, tetraconazol
 

Carboxamidas - inibidores de respiração no complexo 2, dehydrogenase succinato (fungicidas SDHI, código FRAC 07) benzovindiflupir, fluxapiroxade

 

Os programas de aplicação de Fungicidas devem apresentar controle efetivo das doenças. O gerenciamento correto de controle é um componente crítico para retardar o desenvolvimento de populações resistentes, pela pressão de seleção exercida pela aplicação dos fungicidas.

  • As recomendações de fungicidas para controle da ferrugem asiática da soja devem ser baseadas em produtos registrados contendo estrobilurinas em combinação a triazóis, triazolintione e/ou carboxamidas, as quais devem ser aplicadas em doses, épocas e intervalos de acordo com a recomendação das empresas detentoras do registro;

  • Programas de aplicações iniciados curativamente favorecem a pressão de seleção contínua e aceleram o desenvolvimento de populações menos sensíveis do patógeno e, portanto, não devem ser utilizados;

  • Boas práticas agronômicas que evitem a exposição desnecessária dos produtos a altas populações do patógeno são essenciais no gerenciamento de controle da ferrugem e devem ser empregadas, tais como: evitar plantios tardios, dar preferência por variedades de ciclo precoce e com maior tolerância a doença, respeitar o vazio sanitário, eliminar plantas de soja voluntária, evitar o plantio de soja em segunda safra e monitorar a lavoura.

  • Estas ações valem para os três grupos de mecanismos de ação listados a seguir:


Estrobilurinas (QoIs):

  • Devem ser aplicadas sempre combinadas com fungicidas triazóis, triazolintione e/ou carboxamidas, garantindo adequados níveis de eficácia; 

  • Todo programa de controle de ferrugem deve ser iniciado de forma preventiva à ocorrência da doença;

  • Não foram encontrados indivíduos apresentando resistência total (ou alto fator de resistência) aos fungicidas QoI nas populações avaliadas, somente indivíduos com a mutação F129L. 

  • A mutação F129L foi detectada pela primeira vez na ferrugem asiática da soja na safra 2013/2014. Esta mutação pode conferir, a exemplo do ocorrido em outros pato-sistemas, alteração parcial na sensibilidade deste patógeno aos fungicidas do grupo das estrobilurinas (resistência parcial). As dimensões destas alterações deverão ainda ser estudadas. Apesar da detecção da mutação F129L, as estrobilurinas continuam sendo essenciais como ferramenta de gerenciamento para manutenção da eficácia dos fungicidas de outros mecanismos de ação (DMI e SDHI) e controle da ferrugem da soja.

  • As possíveis mutações G143A e G137R para as estrobilurinas não foram identificadas até o momento na ferrugem asiática da soja. A ocorrência da mutação G143A, que confere alto fator de resistência é pouco provável (Grasso et al, 2006 – Cytochrome b gene structure and consequences for resistance to QoI inhibitors fungicides in plant pathogens; Vallières et al, 2011 – Deleterious Effect of the QoI Inhibitor Compound Resistance-Conferring Mutation G143A in the Intron-Containing Cytochrome b Gene and Mechanisms for Bypassing It).


Triazóis e Triazolintione (DMIs)

  • A ocorrência de resistência para os DMIs é de forma gradual (resistência quantitativa);

  • Alta variabilidade da sensibilidade a DMIs entre as populações de ferrugem asiática da soja foi observada nos estudos de monitoramento conduzidos no Brasil;

  • A ferrugem da soja apresenta significativa redução de sensibilidade ao grupo químico dos DMIs, sendo assim sua utilização isolada não é recomendada;

  • Indica-se a associação de DMIs (triazóis e triazolintione) com estrobilurinas seguindo-se as recomendações acima.


Carboxamidas (SDHIs)

  • Devem ser aplicadas sempre combinadas com fungicidas do grupo químico das estrobilurinas, garantindo adequados níveis de eficácia;

  • Todo programa de controle de ferrugem deve ser iniciado de forma preventiva à ocorrência da doença;

  • Este novo grupo químico é uma ferramenta para o manejo da resistência à ferrugem asiática da soja, e devem ser aplicadas em doses, épocas e intervalos de acordo com a recomendação das empresas detentoras do registro.

Culturas

[IMPORTANTE] Novas recomendações para o manejo da ferrugem asiática da soja

FRAC - Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas

A sua origem foi resultado de um curso de resistência a fungicidas em 1980 e um seminário da indústria em 1981 em Bruxelas. Hoje em dia é formado por um comitê central e 6 grupos de trabalho, cada um dedicado a um determinado grupo de fungicidas que têm modo de ação semelhante.

 

Saiba mais...

O FRAC-BR AGORA ESTÁ ASSOCIADO AO DEFESAVEGETAL.NET

PARA RECEBER NOTÍCIAS SOBRE O MANEJO FITOSSANITÁRIO, ACESSE:

WWW. DEFESAVEGETAL.NET

Desenvolvido por Oxya Agro e Biociências