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- Por que é preciso conhecer os modos de ação?
Uma das principais estratégias do manejo da resistência é a rotação de fungicidas. Para que essa prática seja eficaz, o conhecimento do modo de ação dos produtos é fundamental. Por esse motivo, os rótulos apresentam informações sobre os modos de ação, auxiliando na escolha adequada do fungicida e incentivando a adoção das boas práticas no campo. Conhecer os modos de ação permite evitar o uso simultâneo de defensivos com o mesmo modo de ação para a mesma praga-alvo, rotacionar os grupos ao longo do ciclo da cultura, prevenindo aplicações consecutivas de produtos do mesmo grupo, além de reduzir a seleção de indivíduos resistentes. A adoção dessas práticas contribui para preservar a vida útil dos produtos e proteger a produtividade da lavoura. Para mais informações sobre o manejo da resistência aos fungicidas, confira nosso site .
- Fungicidas Inibidores da Quinona externa (IQe, "estrobilurinas")
Os fungicidas do grupo IQe (Grupo 11) atuam inibindo a produção de energia dos fitopatógenos ao bloquear a transferência de elétrons no local de ligação da Quinona externa (Qe) do complexo bc1 do citocromo. Por compartilharem o mesmo sítio-alvo, apresentam alta eficácia, mas também maior risco de seleção de resistência cruzada quando utilizados sem manejo adequado e sem a devida rotação entre modos de ação. Com amplo espectro, os IQes controlam patógenos como ascomicetos, basidiomicetos e oomicetos, sendo registrados para diversas culturas. Entretanto, casos de resistência foram detectados poucos anos após sua introdução, frequentemente relacionados à mutação G143A no gene do citocromo b, um alerta para a importância das boas práticas de uso. O Grupo de Trabalho IQe do FRAC-BR desenvolve estratégias para orientar o uso responsável desses fungicidas, incluindo recomendações sobre aplicações, misturas, limitações por cultura e diretrizes específicas para manejo da resistência. Acesse as orientações completas do FRAC-BR em nosso site: frac-br.org/fungicidas-qol
- Recomendações gerais para uso de fenilamidas em Cereais e Milho
As recomendações gerais para uso de produtos base fenilamida permanecem inalteradas desde 1997. As orientações chave (“guarda-chuva”) para uso do produto são as seguintes (elas devem ser adaptadas aos requisitos locais e níveis de resistência). Para tratamento de sementes, recomenda-se: • A fenilamida usada como tratamento da semente é considerada, no geral, menor risco de desenvolvimento de resistência; • Aplicações foliares ou de sulco de fenilamida contendo produtos na cultura anterior influenciam a situação da sensibilidade em vegetais; • Planejamento cuidadoso da rotação de culturas e respectivo uso de fenilamida durante a estação são recomendados para reduzir a pressão de seleção na população Pythium spp. no solo; • Para tratamento da semente, deve-se usar misturas em vez de fenilamidas isoladamente sempre que possível; • As fenilamidas não devem ser usadas como tratamento de sulco para tratamento de doenças foliares. Quando formulações individuais são disponibilizadas para uso no solo, estratégias para evitar qualquer aplicação foliar devem ser implantadas. Para mais informações, confira nosso site !
- Vazio sanitário e calendarização: aliados no controle da ferrugem
No combate à ferrugem-asiática da soja, o FRAC‑Brasil destaca duas ações fundamentais: Vazio sanitário: 60 dias sem soja para reduzir inóculo e populações resistentes. Calendarização de plantio: semeadura antecipada dentro do cronograma evita exposições repetidas a fungicidas, reduzindo pressão de seleção. Essas medidas são essenciais para manter a soja produtiva e sustentável no Brasil, prevenindo perdas e garantindo o desempenho dos fungicidas. Para mais informações, confira nosso site: frac-br.org
- Aplicativo "Manejo de Resistência Brasil"
Desenvolvido para auxiliar na escolha de defensivos agrícolas em campo, o aplicativo oferece uma consulta completa sobre a classificação dos fungicidas (ingredientes ativos, grupos químicos e modos de ação). Além disso, ele traz informações essenciais para o manejo da resistência em fungicidas, herbicidas e inseticidas. Com o “Manejo de Resistência Brasil”, você tem acesso a: • Ferramentas para adotar Boas Práticas Agrícolas no controle de resistência; • Orientações para o uso adequado, consciente e eficaz de produtos químicos; • Informações atualizadas sobre as especificações dos produtos registrados no Brasil. Baixe agora e tenha o controle de suas práticas agrícolas na palma da sua mão! Download gratuito no Google Play e na App Store .
- Monitoramento: a linha de frente contra a resistência
O FRAC‑BR estabelece linhas de base (baselines) para medir a sensibilidade dos fungos antes do uso dos fungicidas. Depois disso, realiza o monitoramento rotineiro: os isolados são comparados com o baseline para detectar alterações no EC₅₀. Uma mudança gradual (resistência quantitativa) pode expor a necessidade de ajustes na dosagem, enquanto picos fora do padrão indicam uma resistência qualitativa emergente. Detectar precocemente permite corrigir estratégias e manter fungicidas eficazes. Manejo inteligente começa com dados! Saiba mais sobre o manejo da resistência a fungicidas em nosso site !
- Restrinja o número de tratamentos aplicados por estação
Restringir o número de tratamentos aplicados reduz o número total de aplicações e, portanto, desacelera a seleção de organismos resistentes. Ela pode, inclusive, favorecer o declínio de cepas resistentes que possuem menor capacidade de se multiplicar quando o fungicida não é aplicado ou “fitness penalty”. No entanto, os tratamentos, os quais ainda são aplicados consecutivamente, geralmente atingimos os estágios ativos da doença, quando a seleção da resistência é maior. Desta forma, reduzir o número de aplicações nem sempre retarda proporcionalmente o surgimento da resistência. Por outro lado, interromper o uso do fungicida enquanto o patógeno ainda se multiplica pode permitir que populações mais sensíveis voltem a predominar. Manejo inteligente vai além de reduzir aplicações. Exige estratégia e conhecimento do ciclo da doença. Saiba mais em nosso site!
- Boas práticas: misturas, rotação e dosagem correta
Para o manejo da resistência, o FRAC‑BR recomenda: • Misturas de fungicidas com diferentes modos de ação (reduzem a pressão seletiva); • Rotação/alternância entre grupos químicos, evitando repetição e utilizar fungicidas multissítio; • Respeito à dosagem indicada: aplicar abaixo do mínimo pode acelerar a resistência, e doses erráticas também são prejudiciais. Essas práticas retardam a seleção de fungos resistentes e prolongam a eficácia dos produtos em campo. A chave é a disciplina e o planejamento!
- Fungicidas ISDH
Os fungicidas ISDH foram descobertos há mais de 40 anos. Devido ao espectro limitado de doenças com recomendação de aplicação da ‘primeira geração’ de carboxamidas, a resistência sob condições de campo permaneceu restrita a poucas culturas e patossistemas, ocorrendo primariamente em Basidiomicetos. Por isso, limitar o número de aplicações deste grupo é fundamental para prevenir o surgimento de resistência. Os fungicidas ISDH atuam na enzima succinato desidrogenase (SDH), essencial para a respiração celular. A SDH é formada por quatro subunidades (A, B, C e D), e o sítio de ação dos ISDHs envolve as subunidades B, C e D. Mutações nessas subunidades podem reduzir a sensibilidade ao fungicida. Entender a estrutura da SDH e os mecanismos de mutação é essencial para o manejo eficaz da resistência aos fungicidas ISDHI. Acesse nosso site e veja as recomendações do FRAC-BR para o manejo da resistência aos fungicidas.
- Fungicidas SBI
Existem quatro grupos de fungicidas que compreendem os Inibidores da Biossíntese de Esteróis (SBIs) dos quais três grupos (G1 a G3) são usados como fungicidas agrícolas: Inibidores de desmetilação (DMIs), aminas (anteriormente chamadas morfolinas) e Inibidores de Ceto-Redutase (KRIs). Todos os grupos inibem alvos dentro da via fúngica de biossíntese de esteróis, porém, diferem com relação a alvos que eles inibem, de forma que cada grupo tem seu próprio número de código FRAC. Os fungicidas base SBI representam uma classe importante de fungicidas agrícolas. Eles contribuem grandemente à produção agrícola mundial.
- Consulte os modos de ação dos fungicidas
Está disponível para download gratuito em nosso site o pôster com a classificação do modo de ação dos fungicidas. O conhecimento dessas informações auxilia na tomada de decisão a campo para a adoção das Boas Práticas Agrícolas na prevenção e manejo das problemáticas relacionadas a fungicidas nas diferentes culturas agrícolas, sempre seguindo as especificações contidas nos rótulos e bulas dos produtos registrados no Brasil. Acesse o nosso site e confira o documento ( frac-br.org/modo-de-acao )!
- Os modos de ação dos fungicidas
Fungicidas inibem o crescimento fúngico interferindo em processos celulares críticos. O Modo de ação (MDA) refere-se ao processo celular específico inibido por um fungicida em particular. O FRAC-BR atualmente relaciona 11 modos de ação. Dentro de cada modo de ação, existem específicos sítios de ação. Estes sítios de ação ou sítios alvo são enzimas específicas em um processo celular às quais os fungicidas ligam-se. Por exemplo, tanto fungicidas IQE (estrobilurinas) como fungicidas ISDH (carboxamidas) compartilham o mesmo MDA (inibição da respiração), porém, têm diferentes sítios de ação na via respiratória; carboxamidas inibem o complexo II, enquanto as estrobilurinas inibem o complexo III. Saber o modo de ação dos fungicidas é muito importante para eficiência no controle de doenças, manejo de resistência, escolha adequada do método de controle em campo e minimizar riscos de danos à cultura e ao meio ambiente. Consulte em nosso site a classificação dos fungicidas de acordo com o modo de ação e grupo químico!
















